O Surgimento do Computador Pessoal no Brasil e o Desafio da Assistência Técnica

O Surgimento do Computador Pessoal no Brasil e o Desafio da Assistência Técnica

No início da década de 1970, os computadores pessoais começavam a surgir, marcas como a Tandy começavam a comercializar nos Estados Unidos, um equipamento baseado no processador Zilog  Z80 com 4 kilobytes de memória apenas, vendidos em lojas de departamento.

O Brasil vivia uma época de reserva de mercado, que para proteger a indústria nacional, impedia a entrada de empresas estrangeiras e suas tecnologias. A indústria nacional, por sua vez não conseguia produzir produtos de qualidade e desempenho. Com isto, existia uma defasagem tecnológica de anos entre um produto ser lançado no exterior e termos acesso a ele.

Em 1980 uma empresa nacional, criada por um empresário visionário nascido na Áustria apresenta na Feira de Utilidades Domésticas um equipamento compatível com um americano de sucesso, o TRS 80 da Tandy, chamado de Dismac D8000, que começou a ser vendido no início de 1981. Comercializado através de lojas de departamento como a gigante Mappin de São Paulo, alcançou um sucesso muito grande de venda.

A Dismac e seu computador pessoal foram tema de capa da primeira edição da famosa Revista Micro Sistemas em outubro de 1981, e também um dos maiores expositores da primeira Feira de Informática do Brasil.

Em seguida começam a ser comercializados no País, Clones do então famoso Apple II criado por Steve Jobs e Wozniak, que passaram a ser copiados pela indústria local e comercializados com os mais variados nomes, se tornando um grande sucesso de venda. Este fato se deve também à infinidade de programas que passaram ser produzidos para esta plataforma, desde jogos e entretenimento a programas de uso comercial como contabilidade, controle de estoque e muitos outros.

Estes Computadores tinham as dimensões bem reduzidas e se pareciam com uma máquina de escrever e eram basicamente compostos de uma placa principal, chamada de placa mãe, e slots para colocação de interfaces com as mais variadas funções, como controle de discos externos, vídeo, impressoras etc.

 

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Sua placa principal acomodava o processador e toda lógica envolvida no seu funcionamento, assim como os bancos de memória. Se tratava de uma centena de conectores dispostos lado a lado ocupando uma área igual ao de uma folha de papel ofício,  com seus correspondentes e  circuitos integrados.

Este tipo de arranjo, se por um lado facilitava a manutenção, por outro acabava criando muito problema de mau contato porque a tecnologia existente criava circuitos lógicos que eram alimentados com 5 volts, consumindo uma corrente elétrica considerável e produzindo uma grande dissipação térmica, o que favorecia o aparecimento de mau contato entre as pernas dos componentes e seus respectivos soquetes.

Este era na verdade seu maior problema, e era muito comum de ser resolvido removendo seus componentes um por um passando uma borracha de apagar lápis em seus terminais a fim de eliminar a oxidação formada, voltando o equipamento ao seu funcionamento normal.

Diversos fabricantes nacionais começaram a produzir também Clones do Personal Computer(PC) criado pela IBM, lançando no mercado em diversas configurações, mas que mantinham a compatibilidade com o original, rodando o mesmo sistema operacional e pacote de aplicativos que eram produzidos pelo mundo a fora.

 

 

Estes fabricantes nacionais, apesar de ter suas unidades fabris concentrada na zona franca de Manaus, se encontravam em sua maioria em São Paulo, e não tinham uma política definida frente aos seus representantes autorizados no que diz respeito a Assistência Técnica, não fornecendo material técnico e muito menos treinamento para reparo dos equipamentos comercializados, o que forçava os distribuidores a investir em laboratórios técnicos e pessoal para efetuar o reparo em placas de circuitos.

O acesso a componentes eletrônicos era caro e difícil por conta da reserva de mercado imposta pelo Governo, se tornando então necessário o reparo de uma placa e não sua substituição integral. O que demandava muitas vezes horas de trabalho para solucionar um problema. Os fabricantes maiores mantinham centrais de manutenção nas Capitais para atender o usuário final, bem como resolver problemas que sua Rede de Atendimento não conseguisse resolver.

 

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Em 1990 o Governo Federal, sob o comando do então Presidente Fernando Collor, promove a abertura de mercado fazendo com que várias empresas nacionais deixassem de existir ou mudassem totalmente de ramo de atividade. O acesso a equipamentos e componentes passou a ser facilitado fazendo com que, ao invés de se procurar o componente defeituoso, era mais fácil e rápido trocar todo o módulo, agilizando assim o retorno do equipamento ao funcionamento e produtividade.

A partir dessa abertura de mercado passamos a contar com equipamentos mais modernos e tecnológicos, ficando em sintonia com o resto do mundo no tocante à tecnologia criada e tendo acesso cada vez mais a produtos de última geração.

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